“É importante não sermos vítimas de hipocrisia”
29-10-2010 às 18:34
Por Leonardo Boff
É importante que na intervenção do Papa na política interna do Brasil acerca do tema do aborto, tenhamos presente este fato para não sermos vítimas de hipocrisia: nos catolicíssimos países como Portugal, Espanha, Bélgica, e na Itália dos Papas já se fez a descriminalização do aborto (cada um pode entrar no Google e constatar isso). Todos os apelos dos Papas em contra, não modificaram a opinião da população quando se fez um plebiscito. Ela viu bem: não se trata apenas do aspecto moral, a ser sempre considerado (somos contra o aborto), mas deve-se atender também a seu aspecto de saúde pública.
No Brasil acada dois dias morre uma mulher por abortos mal feitos , como foi publicado recentemente em O Globo na primeira página. Diante de tal fato devemos chamar a polícia ou chamar médico? O espírito humanitário e a compaixão nos obriga a chamar o médico até para não sermos acusados de crime de omissão de socorro.
Curiosamente, a descriminalização do aborto nestes países fez com que o número de abortos diminuisse consideravelmente.
O organismo da ONU que cuida das Populações demonstrou há anos que quando as mulheres são educadas e conscientizadas, elas regulam a maternidade e o número de abortos cai enormente. Portanto, o dever do Estado e da sociedade é educar e conscientizar e não simplesmente condenar as mulheres que, sob pressões de toda ordem, praticam o aborto. É impiedade impor sofrimento a quem já sofre.
Vale lembrar que o canon 1398 condena com a excomunhão automática quem pratica o aborto e cria as condições para que seja feito. Ora, foi sob FHC e sendo ministro da saude José Serra que foi introduzido o aborto na legislação, nas duas condições previstas em lei: em caso de estupro ou de risco de morte da mãe. Se alguém é fundamentalista e aplica este canon, tanto Serra quanto Fernando Henrique estariam excomungados. E Serra nem poderia ter comungado em Aparecida como ostensivamente o fez. Mas pessoalmene não o faria por achar esse cânon excessivamente rigoroso.
Mas Dom José Sobrinho, arcebispo do Recife o fez. Canonista e extremamente conservador, há dois anos atrás, quando se tratou de praticar aborto numa menina de 9 anos, engravidada pelo pai e que de forma nenhuma poderia dar a luz ao feto, por não ter os orgãos todos preparados, apelou para este canon 1398 e excomungou os medicos e todos os que participaram do ato. O Brasil ficou escandalizado por tanta insensibilidade e desumanidade. O Vaticano num artigo do Osservatore Romano criticou a atitude nada pastoral deste Arcebispo.
Mas Dom José Sobrinho, arcebispo do Recife o fez. Canonista e extremamente conservador, há dois anos atrás, quando se tratou de praticar aborto numa menina de 9 anos, engravidada pelo pai e que de forma nenhuma poderia dar a luz é edicos e todos os que participaram do ato. O Brasil ficou escandalizado por tanta insensibilidade e desumanidade. O Vaticano num artigo do Osservatore Romano criticou a atitude nada pastoral deste Arcebispo.
É bom que mantenhamos o espírito crítico face a esta inoportuna intervenção do Papa na política brasileira fazendo-se cabo eleitoral dos grupos mais conservadores. Mas o povo mais consciente tem, neste momento, dificuldade em aceitar a autoridade moral de um Papa que durante anos, como Cardeal, ocultou o crime de pedofilia de padres e de bispos.
Como cristãos escutaremos a voz do Papa, mas neste caso, em que uma eleição está em jogo, devemos recordar que o Estado brasileiro é laico e pluralista. Tanto o Vaticano e o Governo devem respeitar os termos do tratado que foi firmado recentemente onde se respeitam as autonomias e se enfatiza a não intervenção na política interna do pais, seja na do Vaticano seja na do Brasil.
"... é uma inquietude que me assalta a paz[...] É que, sei lá, tem horas que é o que mais quero e tem outras que tanto faz..."
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
DESCOBRI QUE AMANHA COMEMORA-SE O DIA DOS AMANTES
Depois de assistir o programa Happy Hour no GNT nesta noite e descobrir que o dia dos amantes é amanha (risos), lembrei do papo muito louco que ouvi ontem enquanto almoçava no VIENA em BOTAFOGO. Papo entre dois amigos que falavam tão alto que quase todas as pessoas do salão percebiam que aquela conversa acabaria se tornando constrangedora para eles.
O papo foi tão intenso que a minha grande curiosidade pela vida alheia (estava cansada de procurar um pen drive ultra moderno que me encomendaram) que pedi 3 vezes o tradicional cafezinho (risos).
" - Então cara, eu não tô mais aguentando! Estou explodindo, aquela mulher tá me deixando louco! E pessímo viver uma vida tão desgastante assim... ela me pertuba até quando tô vendo tv. Eu trabalho o dia inteiro e não posso assistir a um programa legal na cama?! Casamento é uma MERDA."
(Dois parênteses pessoais: Esse mês vem sendo bem átipico, vou passar uns 11 dias em Natal porque uma amiga queridíssima vai casar na sexta dia 24/09 e depois terei um noivado pra ir tbm. No final de semana passado vi tanta resvista sobre casamento com duas amigas queridas, uma delas foi pedida em casamento há um mês e ano que vem será o grande dia... Ironico!)
O amigo sorri e diz: " - É bem normal Pedro. Quem depois dos 10 anos de casado não tem um dia que seja que tenha vontade de largar tudo! Será que vale mesmo?!"
" - Ela só pode estar doente! Veio com aquela velha frase: Vamos tentar a terapia de casal Pedro. Merda de terapia de Casal... eu não tô é aguentando aquela mulher! Você acredita que nem com meu filho eu posso brincar agora?! E outra meu amigo, ela tá ficando burra viu! Totalmente diferente da garota que me fez ficar apaixonado..."
Ah! Esqueci de dizer, eles tinham uns 35 anos +-, muito bonitos os dois amigos inclusive!
e o tal Pedro fala novamente: " - Casar é uma merda! Eu poderia tá por aí curtindo pra caralh*, pegando geral... sou boa pinta! Chamo atenção! (rs) Tenho um escritorio legal, sou bem relacionado e quando a conheci ela trabalhava, era bem cuidada. Bem que meu pai falou sobre isso quando eu era pequeno. (os dois amigos dão gargalhadas)"
Havia uma senhora de uns 45 anos na mesa ao lado da minha e ela tão indignada quanto eu e tão curiosa também, por duas vezes pensou em intervir...
E quando o amigo pergunta: " - Você já traiu ela?"
" - Imagina! Traição, traição não! Pagar motel pra vagabunda não é traição (rs)! Pra ser uma mulher que chame minha atenção, ela deve no mínimo ser muito inteligente. Sou muito exigente, meu padrão é elevado! E hoje, a maioria das mulheres são vagabundas - querem destruir o casamento e o interesse acaba. Eu também não gosto de menininhas, quero uma mulher. Agora, ela precisa ser a melhor mulher, porque do contrário eu prefiro ficar sozinho ou virar VIADO!"
GENTE!!! Quem faz um comentário desses em público?! Eu fiquei tão sem graça que meu café quase caiu e a senhora curiosa como eu, deu uma gargalhadinha alta!! O amigo, deu aquele sorriso amarelo...
Depois de tal palavra (rs) o papo mingua um pouco e eles acabaram deixando o restaurante.
Sério, foi bem tenso! Eu fiquei uns 5 minutos relembrando desse papo maluquinho! E passei a questionar se realmente depois dos 10 anos essas coisas acontecem... Perguntei também se ao conhecer alguém a gente faz planos que num segundo depois começam a ser frustrados por culpa de quem?!
Tiro nesse momento a palavra culpa do meu vocabulário. Apenas não fui insensata em perceber que depois do que ouvi "trair e coçar" seria a saída para um casamento confuso e cansado.
Trair certamente não é a solução e relembrando o dia dos amantes (debatido no programa citado no começo dessa narrativa), ser amante de um cara como esse deve ser no mínimo repugnante.
Afinal, ele fala coisas desse tipo sobre sua esposa... imagina de uma amante?! Caras como o talzinho devem existir de montes por aí. Espero que todos virem viados (por mais que goste dos meus amigos viados) e como sou uma eterna romântica:
SIM EU SONHO COM UM PRINCIPE ENCANTADO DO TIPO REAL, VOCÊS SABEM COMO ELE É?!
Depois de assistir o programa Happy Hour no GNT nesta noite e descobrir que o dia dos amantes é amanha (risos), lembrei do papo muito louco que ouvi ontem enquanto almoçava no VIENA em BOTAFOGO. Papo entre dois amigos que falavam tão alto que quase todas as pessoas do salão percebiam que aquela conversa acabaria se tornando constrangedora para eles.
O papo foi tão intenso que a minha grande curiosidade pela vida alheia (estava cansada de procurar um pen drive ultra moderno que me encomendaram) que pedi 3 vezes o tradicional cafezinho (risos).
" - Então cara, eu não tô mais aguentando! Estou explodindo, aquela mulher tá me deixando louco! E pessímo viver uma vida tão desgastante assim... ela me pertuba até quando tô vendo tv. Eu trabalho o dia inteiro e não posso assistir a um programa legal na cama?! Casamento é uma MERDA."
(Dois parênteses pessoais: Esse mês vem sendo bem átipico, vou passar uns 11 dias em Natal porque uma amiga queridíssima vai casar na sexta dia 24/09 e depois terei um noivado pra ir tbm. No final de semana passado vi tanta resvista sobre casamento com duas amigas queridas, uma delas foi pedida em casamento há um mês e ano que vem será o grande dia... Ironico!)
O amigo sorri e diz: " - É bem normal Pedro. Quem depois dos 10 anos de casado não tem um dia que seja que tenha vontade de largar tudo! Será que vale mesmo?!"
" - Ela só pode estar doente! Veio com aquela velha frase: Vamos tentar a terapia de casal Pedro. Merda de terapia de Casal... eu não tô é aguentando aquela mulher! Você acredita que nem com meu filho eu posso brincar agora?! E outra meu amigo, ela tá ficando burra viu! Totalmente diferente da garota que me fez ficar apaixonado..."
Ah! Esqueci de dizer, eles tinham uns 35 anos +-, muito bonitos os dois amigos inclusive!
e o tal Pedro fala novamente: " - Casar é uma merda! Eu poderia tá por aí curtindo pra caralh*, pegando geral... sou boa pinta! Chamo atenção! (rs) Tenho um escritorio legal, sou bem relacionado e quando a conheci ela trabalhava, era bem cuidada. Bem que meu pai falou sobre isso quando eu era pequeno. (os dois amigos dão gargalhadas)"
Havia uma senhora de uns 45 anos na mesa ao lado da minha e ela tão indignada quanto eu e tão curiosa também, por duas vezes pensou em intervir...
E quando o amigo pergunta: " - Você já traiu ela?"
" - Imagina! Traição, traição não! Pagar motel pra vagabunda não é traição (rs)! Pra ser uma mulher que chame minha atenção, ela deve no mínimo ser muito inteligente. Sou muito exigente, meu padrão é elevado! E hoje, a maioria das mulheres são vagabundas - querem destruir o casamento e o interesse acaba. Eu também não gosto de menininhas, quero uma mulher. Agora, ela precisa ser a melhor mulher, porque do contrário eu prefiro ficar sozinho ou virar VIADO!"
GENTE!!! Quem faz um comentário desses em público?! Eu fiquei tão sem graça que meu café quase caiu e a senhora curiosa como eu, deu uma gargalhadinha alta!! O amigo, deu aquele sorriso amarelo...
Depois de tal palavra (rs) o papo mingua um pouco e eles acabaram deixando o restaurante.
Sério, foi bem tenso! Eu fiquei uns 5 minutos relembrando desse papo maluquinho! E passei a questionar se realmente depois dos 10 anos essas coisas acontecem... Perguntei também se ao conhecer alguém a gente faz planos que num segundo depois começam a ser frustrados por culpa de quem?!
Tiro nesse momento a palavra culpa do meu vocabulário. Apenas não fui insensata em perceber que depois do que ouvi "trair e coçar" seria a saída para um casamento confuso e cansado.
Trair certamente não é a solução e relembrando o dia dos amantes (debatido no programa citado no começo dessa narrativa), ser amante de um cara como esse deve ser no mínimo repugnante.
Afinal, ele fala coisas desse tipo sobre sua esposa... imagina de uma amante?! Caras como o talzinho devem existir de montes por aí. Espero que todos virem viados (por mais que goste dos meus amigos viados) e como sou uma eterna romântica:
SIM EU SONHO COM UM PRINCIPE ENCANTADO DO TIPO REAL, VOCÊS SABEM COMO ELE É?!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
QUAL A CENA INESQUECÍVEL DE SUA INFÂNCIA?
Recordo de muitos momentos da minha infância... Não sei bem se já comentei aqui, mais vez em quando tenho lapsos ao tentar relembrar de coisas que não foram tão marcantes em meu dia a dia. Desta feita, lembrar da minha infância não foi tão difícil, afinal... qual a melhor fase de nossa vida que de modo nostalgico nos faz ter tanta saudade!
Essa semama lembrei de uma cena que me fez ter muita saudade de uma pessoa: PITUCA
A minha infância foi de uma filha única, de pais plantonistas(médico e psicóloga) e de uma "bá" tão querida como a PITUCA (pseudônimo de Sandra).
Minha querida Pituca ficou com nossa família dos 17 anos até os 24 anos, contando de uma maneira geral até porque ela teve tantas aventuras ao longo de todos esses anos - NAMOROU, CURTIU FUNK (e me ensinou a dança-lo), CASOU, DESCASOU e por aí vai. O fato é que semana passada foi o aniversário dela e a ultima vez que a vi, foi quando ela passou as férias do meio do ano conosco (leia-se minha família) em Natal-RN. Nesse tempo ela já estava tão enrolada com seu futuro marido que o mesmo foi busca-la na cidade e a pediu novamente em casamento (parece que ela não aceitou a primeira vez).
Como a procurei na internet, fazem anos que não tenho contato com ela. Na época lembrada anteriormente, eu tinha os meus 13 anos... hoje tenho 25 anos...
Senti muita saudade dela essa semana, por um motivo tão bobo!
Estou morando no Rio de Janeiro, desta vez morando sozinha durante o tempo da minha Especialização na UERJ... passei outro dia pela Rua da Alfândega e lembrei da primeira vez que fui no SAARA foi com ela, para comprar uma fantasia de carnaval! Iria ter um bailinho no meu prédio e fomos lá naquela loucura que é o centro da cidade(um parêntese rápido - VOCÊ QUE NUNCA ESTEVE NO SAARA OU EM UMA 25 DE MARÇO E NÃO TEM NENHUMA NOÇÃO DO QUE ESTOU FALANDO, PENSE EM UM MILHÃO DE PESSOAS TODOS ANDANDO EM MEIO A UM BARULHO GIGANTE E TODOS OS CHEIROS DO MUNDO - SEM CONTAR TODA A LOUCURA QUE É UM COMÉRCIO POPULAR).
Tá vou confessar: EU HOJE GOSTO DE IR COMPRAR BUGIGANGA lá (risos)!!
Naquela época, eu tinha meus 8 anos e meus pais estavam na EUROPA e a PITUCA ficou comigo durante os primeiros meses, depois meu queridíssimo avÔ também veio dar uma forçinha (meus pais passaram quase 4 meses por lá); conheci aquela bagunçada rua e fiquei eufórica!!
Tive assunto para o mÊs inteiro no BATISTA (colégio no RIO) e nunca esqueci de tudo que aprendi:
1ª. percebi que aqueles ruas tem um odor (não é fétido não - algumas delas) inconfundível;
2ª. que o lugar de encontrar "buginganga" (como diria meu avÔ Newton) é lá;
3ª. que o dia em que fosse conhecer a 25 de março perceberia o quanto o comércio de rua é inigualável (para quem gosta de comércio);
4ª. andar com a Pituca seria a tarefa mais difícil (ela usava um shortinho bem "década de 90" no RIO = SHORT DE FUNKEIRA e todos os homens do mundo iriam mecher com ela e eu ficaria muito sem graça);
5ª. escolher a fantasia sem sua mãe é muito ruim (mãe é mãe nessa hora e a minha entendia tudo de fantasia);
6ª. como é intensa a vida dos trabalhadores daquelas ruas;
7ª. Andar de metrô a primeira vez - é tão engraçado!;
8ª. Pegar um ônibus na hora de pico não se deve fazer nunca;
9ª. Atenção com pequenas coisas é imprescindível por lá;
10ª. e por fim, ter alguém que por mais que seja paga para ser sua protetora, consegue ter por você um carinho tão sincero e lhe proporcionar coisas tão despretenciosas torna tudo tão inesquecíveis!
PITUCA POR ONDE VOCÊ ANDA?!?!
Recordo de muitos momentos da minha infância... Não sei bem se já comentei aqui, mais vez em quando tenho lapsos ao tentar relembrar de coisas que não foram tão marcantes em meu dia a dia. Desta feita, lembrar da minha infância não foi tão difícil, afinal... qual a melhor fase de nossa vida que de modo nostalgico nos faz ter tanta saudade!
Essa semama lembrei de uma cena que me fez ter muita saudade de uma pessoa: PITUCA
A minha infância foi de uma filha única, de pais plantonistas(médico e psicóloga) e de uma "bá" tão querida como a PITUCA (pseudônimo de Sandra).
Minha querida Pituca ficou com nossa família dos 17 anos até os 24 anos, contando de uma maneira geral até porque ela teve tantas aventuras ao longo de todos esses anos - NAMOROU, CURTIU FUNK (e me ensinou a dança-lo), CASOU, DESCASOU e por aí vai. O fato é que semana passada foi o aniversário dela e a ultima vez que a vi, foi quando ela passou as férias do meio do ano conosco (leia-se minha família) em Natal-RN. Nesse tempo ela já estava tão enrolada com seu futuro marido que o mesmo foi busca-la na cidade e a pediu novamente em casamento (parece que ela não aceitou a primeira vez).
Como a procurei na internet, fazem anos que não tenho contato com ela. Na época lembrada anteriormente, eu tinha os meus 13 anos... hoje tenho 25 anos...
Senti muita saudade dela essa semana, por um motivo tão bobo!
Estou morando no Rio de Janeiro, desta vez morando sozinha durante o tempo da minha Especialização na UERJ... passei outro dia pela Rua da Alfândega e lembrei da primeira vez que fui no SAARA foi com ela, para comprar uma fantasia de carnaval! Iria ter um bailinho no meu prédio e fomos lá naquela loucura que é o centro da cidade(um parêntese rápido - VOCÊ QUE NUNCA ESTEVE NO SAARA OU EM UMA 25 DE MARÇO E NÃO TEM NENHUMA NOÇÃO DO QUE ESTOU FALANDO, PENSE EM UM MILHÃO DE PESSOAS TODOS ANDANDO EM MEIO A UM BARULHO GIGANTE E TODOS OS CHEIROS DO MUNDO - SEM CONTAR TODA A LOUCURA QUE É UM COMÉRCIO POPULAR).
Tá vou confessar: EU HOJE GOSTO DE IR COMPRAR BUGIGANGA lá (risos)!!
Naquela época, eu tinha meus 8 anos e meus pais estavam na EUROPA e a PITUCA ficou comigo durante os primeiros meses, depois meu queridíssimo avÔ também veio dar uma forçinha (meus pais passaram quase 4 meses por lá); conheci aquela bagunçada rua e fiquei eufórica!!
Tive assunto para o mÊs inteiro no BATISTA (colégio no RIO) e nunca esqueci de tudo que aprendi:
1ª. percebi que aqueles ruas tem um odor (não é fétido não - algumas delas) inconfundível;
2ª. que o lugar de encontrar "buginganga" (como diria meu avÔ Newton) é lá;
3ª. que o dia em que fosse conhecer a 25 de março perceberia o quanto o comércio de rua é inigualável (para quem gosta de comércio);
4ª. andar com a Pituca seria a tarefa mais difícil (ela usava um shortinho bem "década de 90" no RIO = SHORT DE FUNKEIRA e todos os homens do mundo iriam mecher com ela e eu ficaria muito sem graça);
5ª. escolher a fantasia sem sua mãe é muito ruim (mãe é mãe nessa hora e a minha entendia tudo de fantasia);
6ª. como é intensa a vida dos trabalhadores daquelas ruas;
7ª. Andar de metrô a primeira vez - é tão engraçado!;
8ª. Pegar um ônibus na hora de pico não se deve fazer nunca;
9ª. Atenção com pequenas coisas é imprescindível por lá;
10ª. e por fim, ter alguém que por mais que seja paga para ser sua protetora, consegue ter por você um carinho tão sincero e lhe proporcionar coisas tão despretenciosas torna tudo tão inesquecíveis!
PITUCA POR ONDE VOCÊ ANDA?!?!
sábado, 18 de setembro de 2010
Banalidades de um dia Chuvoso
É engraçado como são as coisas, num dia de sol tenho uma wishlist de todos os momentos do respectivo dia. Acontece, que em dias assim tenho uma tendência maior a não cumprir meus compromissos e acabo me fixando como uma tartaruga no meu mundo de estudos e bloguismo.
Evidentemente, em dias de sol também tenho vontade de dar um mergulho no mar ou um passei de bike na Lagoa, no entanto essas coisas não andam entrando na minha lista nos ultimos tempos.
Nos dias chuvosos (como o dia de hoje), acordo cedo e não estabeleço organização algum sobre aquilo que preciso cumprir, as coisas acabam fluindo de uma maneira tão tranquila que chego no final do dia super feliz (além de respirar melhor).
Hoje, um dia chuvoso, acordei às 5 da manhã (em um Sabado heim) fui na padaria, estudei até às 10 e fui pra Copacabana pegar o convite de casamento de uma amiga, saindo de lá (toneleiros) fui para na Santa Clara, visitei outra amiga e fiz algumas comprinhas, almoçei e voltei pro apê.
Já vou sair e cumprir algumas tarefas (até mesmo no sabado)e segue esse longo dia que respiro melhor e consigo sem a pressão da wishlist terminar tudo tranquilamente!
É engraçado como são as coisas, num dia de sol tenho uma wishlist de todos os momentos do respectivo dia. Acontece, que em dias assim tenho uma tendência maior a não cumprir meus compromissos e acabo me fixando como uma tartaruga no meu mundo de estudos e bloguismo.
Evidentemente, em dias de sol também tenho vontade de dar um mergulho no mar ou um passei de bike na Lagoa, no entanto essas coisas não andam entrando na minha lista nos ultimos tempos.
Nos dias chuvosos (como o dia de hoje), acordo cedo e não estabeleço organização algum sobre aquilo que preciso cumprir, as coisas acabam fluindo de uma maneira tão tranquila que chego no final do dia super feliz (além de respirar melhor).
Hoje, um dia chuvoso, acordei às 5 da manhã (em um Sabado heim) fui na padaria, estudei até às 10 e fui pra Copacabana pegar o convite de casamento de uma amiga, saindo de lá (toneleiros) fui para na Santa Clara, visitei outra amiga e fiz algumas comprinhas, almoçei e voltei pro apê.
Já vou sair e cumprir algumas tarefas (até mesmo no sabado)e segue esse longo dia que respiro melhor e consigo sem a pressão da wishlist terminar tudo tranquilamente!
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Qual a medida da felicidade?
Alegro-me ao ser prestativa com aqueles que realmente precisam, alegro-me sendo menos egoísta, alegro-me realizando com sucesso aquilo que me proponho a fazer, alegro-me ao deixar minha família feliz, alegro-me quando consigo enchergar um caminho no meio de uma grande tempestade, alegro-me com os dias de sol no Rio de Janeiro, alegro-me com os dias de chuva em Natal...
Dessa pequena lista de alegrias, quando penso em cada uma delas percebo o quão sistemática venho sendo em minha vida. Minha personalidade acabou sendo moldada pela conveniência dos que me cercam.
Isso é parâmetro de felicidade pra alguém nesse mundo?
Alegro-me ao ser prestativa com aqueles que realmente precisam, alegro-me sendo menos egoísta, alegro-me realizando com sucesso aquilo que me proponho a fazer, alegro-me ao deixar minha família feliz, alegro-me quando consigo enchergar um caminho no meio de uma grande tempestade, alegro-me com os dias de sol no Rio de Janeiro, alegro-me com os dias de chuva em Natal...
Dessa pequena lista de alegrias, quando penso em cada uma delas percebo o quão sistemática venho sendo em minha vida. Minha personalidade acabou sendo moldada pela conveniência dos que me cercam.
Isso é parâmetro de felicidade pra alguém nesse mundo?
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