terça-feira, 25 de outubro de 2005


Pop Art – ensaio com base no texto de Sonia Maria Othon

A arte pop e suas derivadas desdefinem, desestetizam e desmaterializam a arte. Para ela o que interessa é a idéia, a criação mental do artista, manifesta num esboço, esquema ou frase. As artes plásticas e cênicas buscaram formas de faze-lo e o conseguiram através do happening (o artista utiliza a rua, as pessoas e objetos reais para fazer desabrochar um acontecimento criativo) e da performance (desempenho); esta atrai a atenção para o artista e os materiais que utiliza, a fim de chocar o público sob algum aspecto.

O essencial é a comunicação direta – fusão com a estética de massa (mass-media), materiais não artísticos, objetividade, anti-intelectualismo, anti-humanismo, superficialidade, efemeridade, fim da arte culta, emotiva, superior, eterna.

E, agora, para onde ir?

Não tendo para onde ir, ela volta ao passado pela paródia, pelo pastiche e pelo neo-expressionismo, dando surgimento à transvanguarda. Esta representa o fim das vanguardas e a defesa do ecletismo amplo, sem compromisso social ou intelectual na arte. Surgindo ao lado dessas tendências, o grafitismo e o neo-realismo, este na escultura e por fim, a mais recente, a vídeo-arte ou arte feita no computador. É a arte literalmente em movimento.

Na musica, este movimento está presente sob varias formas: nas experiências de John Cage com o silencio, nas peças de minimalistas (minimal art) de Philip Glass e nas frases repetidas com exaustão no som tecnopop de Laurie Anderson; por fim o rock punk new wave e suas vertentes.

Na dança, diria, parafraseando Camões, que essa enveredou por caminhos nunca dantes percorridos, eliminando quase totalmente o formalismo e o drama, desdefinindo-se. O nome nessa área é da alemã Pina Bausch, cujas coreografias passam do sublime ao grotesco.

No teatro, evolução do happening do qual já se falou antes, indo através de muitas outras experiências até chegar ao grupo italiano Gaia Scienza.
Por fim no cinema, reino dos efeitos, ultimo ramo da arte pós-moderna; a nostalgia do passado é aliada a ficção cientifica e o individualismo e documentários predominam.
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é isso então Beijinhus Lú Lemos.

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